O Twitter conta com 22% de utilizadores em Portugal, segundo dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos[1]. Neste estudo ficamos a saber que são 4,9 milhões os portugueses que têm perfil numa rede social e que o Facebook consegue agregar 96% dos utilizadores.

Trata-se de uma rede de nicho, a par do Pinterest (com 21%) e do Linkedin (com 31%). E tenhamos em conta que, partindo ainda do estudo da FFMS, cerca de metade da população portuguesa tem presença numa rede social.

A relevância de um nicho e da conversa

Criei perfil no Twitter em 2009 e desde então tenho dedicado parte do tempo que dedica às redes sociais à rede do passarinho Larry. O motivo? É uma rede onde o propósito central é a conversa, apresentando mecanismos simples (como a pesquisa pela # ou palavra chave) que me permitem encontrar especialistas e curiosos com os mesmos interesses do que eu. Além disso, tem vindo a revelar-se numa ferramenta muito útil ao nível do networking.

Nesta rede as marcas têm a possibilidade de conversar com as pessoas, de igual para igual. O tom é de proximidade e os tópicos mais discutidos são muitas vezes as coisas que nos “incomodam” na vida de todos os dias. Fala-se muito de futebol e de política, mas também de televisão, de educação, de marketing… fala-se de tudo e de mais um par de botas.

Um dos espaços privilegiados para a conversa, no Twitter, são os twitter chat. Um twitter chat é uma conversa com dia e hora previamente agendados, durante a qual um utilizador e um convidado abrem a discussão à plateia de seguidores e demais interessados. Para participar basta seguir uma # previamente definida. Tenho participado em vários twitter chat, que abordam áreas tão distintas como o work life balance, o marketing ou a educação. Em Dezembro decidi criar um Twitter Chat 100% em português.

#twitterchatpt

Desde o dia 13 de Dezembro que tenho vindo a moderar as conversas do #twitterchatpt: o primeiro convidado foi o Cinema São Jorge[1], para nos falar de humor e comunicação em 280 caracteres. Seguiu-se o João Pina[2], fundador do Fogos.Pt e dos Suprimidos.Pt para nos falar de serviço público. Depois a Jonas[3] juntou-se a nós para falar de gestão de comunidades e no dia 3 de Janeiro iniciámos 2019 com uma conversa em torno do twitter e do seu potencial de divulgação de conteúdos. O convidado foi o João Castro[4] que em Novembro de 2016 organizou um twitter chat[5] que, rapidamente, se transformou num podcast.

Objectivos e resultados

O grande objectivo do #twitterchatpt diz respeito à criação de espaços e tempos para conversa, em torno de um tema que seja pertinente para os participantes. Para tal convido alguém que é, de certa forma, especialista numa dada área.

Até agora os temas de conversa giram em torno da comunicação, via twitter. Mas não é algo que esteja fechado, pois a comunidade que se está a criar e que vai acompanhando estas conversas tem vindo a dar sugestões, propondo temas para abordar e convidados.

O #twitterchatpt vive de todos aqueles que nele participam, pois só assim tem sentido promover este tipo de conversas, se estivermos atentos à comunidade de forma a proporcionar-lhe experiências que vão ao encontro dos seus interesses.

Até agora participaram nos #twitterchatpt cerca de setenta e quatro perfis e nalgumas edições ultrapassámos os 500 tweets sobre o assunto, nos 7 dias anteriores. Os números em termos de alcance e de interacções são muito interessantes[1]. Por duas vezes, a hashtag chegou a trending topic, em Portugal.

Há algo que as ferramentas de análise da hashtag não conseguem registar e que se prende com a qualidade da conversa, bem como da forma como as pessoas (e marcas) se vão encontrando, durante o twitter chat, e iniciam outras conversas. Tem sido habitual receber respostas ou haver ainda conversas sobre o tema, um ou dois dias depois do #twitterchatpt ter acontecido.

O #twitterchatpt tem sido um espaço de conversa, de pergunta e resposta, mas também de aprendizagem, de partilha e de networking.

Para participar basta ter um perfil criado na rede social Twitter. E depois? Depois é só tweet & shout!

Artigo publicado por Joana Rita Sousa

Sobre Joana Rita Sousa

Joana Rita Sousa é filósofa. É consultora e formadora nas áreas da cultura digital, comunicação e filosofia.

Trabalha como copywriter community manager. Colabora com algumas publicações online, fazendo parte do seu currículo a criação de conteúdos para a Rua de Baixo, a revista Papel, a Gerador, a Game Changer e, mais recentemente, o Shifter.

Como consultora tem colaborado com agências e/ou directamente com as marcas, no sentido de definirem e colocarem em prática a estratégia e a comunicação nas redes sociais.

Além da licenciatura em filosofia, tem mestrado em gestão de recursos humanas e três pós-graduações: recursos humanos, consultoria de empresas e filosofia para crianças.

Há quem diga que é um unicórnio de leads.


[1] Cf. https://twitter.com/JoanaRSSousa/status/1073506749611732993 acedido a 8 de Janeiro de 2019.

[1] Após cada #twitterchatpt há lugar ao recap em forma de twitter moments. O do Cinema São Jorge pode ser lido aqui: https://twitter.com/i/moments/1073322186759397383 (acedido a 8 de Janeiro de 2019).

[2] Cf. https://twitter.com/i/moments/1075805304753934336 acedido a 8 de Janeiro de 2019.

[3] Cf. https://twitter.com/i/moments/1077990009213501442 acedido a 8 de Janeiro de 2019.

[4] Cf. https://twitter.com/i/moments/1080852428621336582 acedido a 8 de Janeiro de 2019.

[5] Cf. https://bancadadeleao.blogspot.com/2016/11/sporting160-primeira-entrevista.html?m=1 acedido a 8 de Janeiro de 2019.

[1] Cf. https://fronteirasxxi.pt/wp-content/uploads/2017/11/Infografia-redes-sociais-21copy-1.pdf acedido a 8 de Janeiro de 2019.

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